Esse blog é dirigido a vocês mamães, papais, titios, primos, vovós e vovôs e aqueles que cuidam ou lidam com bebês e crianças. Conselhos, suporte emocional e dicas sobre a primeira infância, meninice e adolescência.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Resultado da enquete sobre gêmeos.
Como já foi explicado num post anterior, a respeito da escolha do nome para crianças gêmeas, deixo aqui somente o resultado da enquete. 20% responderam que colocariam roupas iguais em seus gêmeos e 80% que colocariam às vezes. Este é um bom resultado.
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Supernany RJ
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terça-feira, 14 de junho de 2011
Entendendo a mensagem da semana: a importância psicológica na escolha do nome para seus filhos gêmeos.

Em 2001, escrevi um livro sobre gêmeos (Gêmeos: "onde está a semelhança?") e nele falei sobre a importância na escolha do nome para seus filhos gêmeos univitelinos. É muito comum e tentador para os pais dar nomes semelhantes aos seus filhos, já que, para muitos, os mesmos compartilham uma mesma identidade, então, por que não compartilharem o nome também?
A importância do nome sempre foi muito estudada e, a despeito de sua universalidade, existe uma grande diferença entre as culturas de como e do porquê os nomes são colocados em alguém. Em algumas culturas os nomes são dados de acordo com os eventos que ocorreram durante a gestação; em outras, a criança recebe o nome dos totens e da árvore genealógica de seus familiares. E, em alguns casos, o nome recebido ao nascer é somente o primeiro de tantos outros que a pessoa vai receber pela vida a fora.
Quando um nome é dado a uma pessoa, você está concedendo a ela uma identidade e um meio de simbolizar um "contrato" entre a sociedade e o indivíduo. É o nome que diferenciará uma criança da outra, uma pessoa da outra.
O nome que os pais escolhem para seus filhos reflete a relação futura entre seu nome e sua identidade. É ele que nos dará o sentimento de sermos únicos e de que temos uma identidade própria.
Então, qual é a importância psicológica do nome para dois irmãos ou irmãs que são parecidos?
Quantas vezes já perguntamos a gêmeos que conhecemos, quando não sabemos quem é quem,: "você é fulano ou beltrano?" Agora, coloquem-se no lugar deles e imaginem ouvir essa pergunta desde os momentos iniciais de suas vidas?
Quando damos nomes bem diferentes aos gêmeos, uma clara distinção fica marcada e deixamos de cair na armadilha de chamá-los ao mesmo tempo (criando um som e nome únicos), como sempre ocorreu comigo e minha irmã, Michelle e Charbelle (pessoas achavam que era um único nome), ou de fazer com que o gêmeo pense que estamos falando com ele e não com seu irmão ao pronunciar, por exemplo, os nomes: Adriana e/ou Adriane, Daniela e/ou Daniele, Maria Clara e/ou Clara Maria......
Se um gêmeo é sempre chamado pelo nome de seu irmão, e isso acontecerá milhares de vezes durante a sua vida, imagine se seus nomes forem muito semelhantes? Eles podem começar a desenvolver o sentimento de que são uma só pessoa e de que compartilham uma mesma identidade. Não é à toa que muitos gêmeos se fazem passar um pelo outro com muita facilidade e diversão (eu sou ele ou ele sou eu, ou será o contrário?)
Para que seus filhos tenham a chance de se tornarem indivíduos únicos e com identidades próprias, vocês papais podem facilitar esse processo dando nomes bem distintos a eles.
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Supernany RJ
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segunda-feira, 6 de junho de 2011
Entendendo a mensagem da semana: o que significa o tão famoso brinquedo do qual seu filho não se desgruda?
Algum de vocês já deve ter notado uma criança pequena e até mesmo uma maior, segurando um objeto, normalmente macio, sujo, quando não imundo, uma vez, pelo menos, não? O objeto pode ser um paninho, um bichinho, a ponta desse paninho, uma chupeta, enfim, qualquer objeto "eleito" e descoberto por ele, ainda que tenha sido você quem o apresentou pela primeira vez. Vocês também já devem ter percebido que esse objeto é sempre solicitado ou procurado (pela criança) quando se aproxima o momento de ir para cama, para escola ou quando ela não está recebendo a atenção materna de que gostaria, ou seja, esse objeto está sempre a favor de uma defesa contra a ansiedade. Intuitivamente, os pais percebem a importância desse objeto e permitem que ele fique sujo, mal-cheiroso e que seja levado nas viagens, por exemplo, sabendo que, se lavá-lo, escondê-lo ou jogá-lo fora, introduzirá uma ruptura de continuidade na experiência do bebê ou da criança pequena.
A esse tipo especial de objeto, oriundo do exterior, segundo o ponto de vista do adulto, mas não segundo o ponto de vista do bebê, é o que Winnicott chamou de Objeto Transicional. Segundo ele, o objeto transicional "representa a transição do bebê de um estado em que este está fundido com a mãe para um estado em que está em relação com ela como algo externo e separado. É a primeira possessão não-eu."
E quando isso acontece?
Normalmente acontece quando o bebê começa a desmamar. O momento do desmame é aquele que, depois de o bebê já ter passado por pequenas e sutis separações da mãe, inaugura a separação da realidade interna da externa. A ilusão que fazia parte do bebê, quando a mãe atendia às suas necessidades prontamente, vai dando espaço à desilusão, no momento em que a mãe começa a se interessar novamente por sua vida conjugal, profissional etc... Seguido a esse processo lento e gradativo, vem o desmame e com ele as frustações e a ansiedade que poderão ser aliviadas com o conforto de um objeto (objeto transicional), que o remeterá internamente à mãe. Daí, a enorme importância da "continuidade (no tempo) do ambiente emocional externo e de elementos específicos no ambiente físico, tais como o objeto ou objetos transicionais.
Você se lembra qual fim teve esse tão amado objeto? De repente, você percebe que seu filho o deixou de lado, o jogou fora espontaneamente, ou deu para um irmãozinho ou outra criança. E é assim que os papais devem deixar acontecer.
Winnicott diz: " Seu destino é permitir que seja gradativamente descatexizado, de maneira que, com o curso dos anos, se torne não tanto esquecido...... Com isso quero dizer que, na saúde, o objeto transicional não 'vai para dentro'; tampouco o sentimento a seu respeito necessariamente sofre repressão. Não é esquecido e não é pranteado. Perde o significado, e isso se deve ao fato de que os fenômenos transicionais se tornaram difusos, se esparalharam por todo o território intermediário entre a 'realidade interna' e o 'mundo externo, tal como percebido por duas pessoas em comum', isto é, por todo o campo da cultura, do brincar, da criatividade, apreciação artística etc. O conceito desse fenônemo diz respeito a uma dimensão do viver que não depende nem da realidade interna, nem da realidade externa; mais propriamente, é o espaço em que ambas as realidades encontram-se e separam o interior do exterior." Ele é a moldura para os objetos transicionais e muitos outros que virão, de variadas formas, à medida que nos desenvolvemos.
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Supernany RJ
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sexta-feira, 3 de junho de 2011
Resultado da enquete: o que fazer quando seu filho se recusa a comer?

Esse é um tema delicado que afeta milhares de mamães as deixando muito angustiadas, estressadas e nervosas. Muitas, inclusive àquelas que não têm filhos mas têm sobrinhos e primos, já devem ter visto alguma cena, às vezes difícil de se imaginar, de um bebê ou criança pequena se recusando, terminantemente, a comer ou fazendo um escândalo diante de um prato de comida. Já pude presenciar uma cena em que um menino de 9 anos conseguia mobilizar toda uma família, transtornando a hora da refeição, quando lhe era oferecido outro alimento que não fosse pão. O menino fazia ânsia de vômito, chorava, xingava e dava chutes. Os pais aflitos aceitavam a manipulação e lhe davam o que ele queria para terem um pouco de sossego.
Acho que esse assunto começa a fazer parte do universo das mães, quando começa o desmame. Tudo pode ir muito bem ou muito mal dependendo da forma como se deu esse desmame, da relação da mãe com o bebê, do clima familiar em si, principalmente na hora das refeições e da importância que é dada aos alimentos de um modo geral.
É muito comum os pais oferecerem aquilo de que gostam, já que é o que se encontra disponível em casa, ou quando oferecem algo que não faz parte de sua dieta e a criança recusa, preferem não persistir dando a seguinte desculpa: "ele puxou a mim, também não gostava disso quando era pequeno".
Uma recusa a qualquer tipo de alimento e por um longo período, chegando a comprometer a saúde da criança, deve ser investigada. Descartada todas as questões orgânicas, uma investigação psicológica se faz necessária, pois a recusa pode ser expressão de uma não aceitação de algum conflito latente ou explícito entre o casal ou até mesmo um gesto de protesto quanto ao que está sendo introduzido junto com o alimento, como angústia ou ansiedade na relação entre mãe e bebê, a atitude da própria mãe etc....
O importante, depois de avaliadas todas as questões citadas acima, é usar a criatividade, incentivar seu filho com pequenas quantidades de comida, convidá-lo a participar da elaboração do prato, não brigar ou puni-lo, não fazer cara feia, não ficar ansiosa, não oferecer comida fora de hora ou recompensas e agrados (o que só reforçará a recusa alimentar e aumentará o desgaste entre vocês). Se seu filho ingere muita quantidade de leite, diminua, pois a ingestão de leite supre a sensação de fome. Lembre-se também de respeitar as suas oscilações de apetite e de que ele também tem preferências e pode, de fato, não gostar de determinado alimento. Se ele não quiser comer naquele momento, dê um tempo a ele, não fique forçando. Pode ter certeza de que na hora que a fome bater ele vai comer. Esquente o prato que foi recusado ou, se já estiver próxima a refeição seguinte, usufruam da companhia um do outro. O que você não pode é ceder aos caprichos dele e lhe dar um biscoitinho ou um docinho, pois, rapidamente, ele aprenderá a controlá-la e a manipulá-la.
Seguindo todas essas dicas, tudo ficará mais fácil.
Quanto ao resultado da enquete: 28% responderam que tentam distrai-lo durante a alimentação, o que eu tenho que discordar, visto que tais atitudes desviam a atenção e comprometem a percepção dos alimentos; 42% responderam que esperam até que ele sinta fome e 28% não concordaram com nenhuma das alternativas.
Mamães e papais, mãos a obra.
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Supernany RJ
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terça-feira, 31 de maio de 2011
Voltando de férias
A partir de semana que vem, o blog será atualizado, já que voltei de férias. Darei o resultado da enquete e falarei sobre a mensagem da semana. Obrigada.
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Supernany RJ
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sexta-feira, 13 de maio de 2011
De Férias
O blog ficará sem atualização por 20 dias, pois estou de férias. Mas a enquete ficará no ar até dia 28 de maio. Podem votar.
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Supernany RJ
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Gravidez com saúde para você, mamãe e seu bebê.
Como lidar com a notícia de uma gravidez? Para aqueles que já a esperavam e para os que não a esperavam, estar grávida é um momento singular e traz muitas dúvidas, preocupações e inquietações. Após o nascimento, acompanhar o desenvolvimento de seu bebê, se adaptando a ele, não é tarefa fácil. É uma fase cheia de perguntas, necessidade de respostas e esclarecimentos. As avós, tias, outras mães e profissionais de saúde podem ser de estimável ajuda.
Há quem pense que esta fase fica para trás depois que o bebê cresce. Não. Há sempre recaídas e retrocessos, pois a vida de um Ser Humano que está crescendo é assim. Está sempre rumo à independência, segundo Donald Winnicott.
Aqui será um lugar onde você poderá tirar suas dúvidas. A cada semana postarei dicas, conselhos, depoimentos e espero que me ajudem postando dúvidas e perguntas.
