quarta-feira, 7 de dezembro de 2011

A alimentação X contato pele a pele

"O leite humano tem baixo teor de gordura, exigindo, portanto uma alimentação mais prolongada e um contato pele a pele mais longo, conectando mãe e bebê e estabelecendo por toda a vida uma boa relação entre comida e nutrição emocional". (Jelliffe & Jelliffe,1978)

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Entendendo a mensagem da semana: a figura do pai no início da vida de seu filho.

Qual a importância do pai no início da vida de seu filho? Sei o quanto muitos pais se sentem ou já se sentiram rejeitados, às vezes pela mulher, às vezes pela própria criança e o resultado disso nunca foi ou é bom. Já houve casos de homens abandonarem o casamento, casos de traição e casos de declarado afastamento do filho por conta de uma relação que não pôde ser construída. Por que isso acontece? É muito comum e até natural que a mulher, após descobrir que está grávida, comece a se envolver emocionalmente com o bebê que está carregando e se apegue cada vez mais à medida que a gravidez progrida e depois que o bebê nasce. Paralelamente a essa intimidade que começa a existir entre mãe e bebê, existe o pai que pode ou não participar e se envolver com esse que está para nascer. Em certa medida, ele precisará contar com a atitude da mãe para que possa fazer parte desse processo. Dependendo da história de vida da mulher, no que diz respeito à relação inicial com sua mãe, esse envolvimento pode ocorrer ou não. No que diz respeito ao pai, a sua história de vida e relação inicial com sua mãe também vão interferir.
Homens que sofreram alguma forma de rejeição ou negligência com o nascimento de um irmão podem reeditar essa experiência e vivenciar a gravidez de sua esposa como uma ameça à sua relação e, antes que sofram por uma provável rejeição, começam a se afastar da mulher ou, depois o que o bebê nasce, se afastam dele, pois, em sua fantasia, a qualquer momento, ele atrapalhará a relação do dois.
Da parte das mulheres, pode haver uma recusa progressiva em se relacionar com o marido pela fantasia de que o mesmo a impedirá de se relacionar com seu bebê ou de que só ela é capaz de entender tudo o que se passa com o filho etc... 
O fato é que, independente da história de vida de cada um, a mulher é quem precisa, diariamente, trazer a figura paterna para essa relação. A importância da presença do pai, seja física ou emocionalmente, vai fazer toda a diferença no início da relação entre pai e filho(a), principalmente se esse pai passa a maior parte do tempo trabalhando. Mais tarde, ele será a figura que romperá essa simbiose entre mãe e filho. Ele introduzirá não só a realidade e os limites assim como o estabelecimento das primeiras relações triangurales.
É sabido também que muitas mulheres se afastam da vida de mulher e esposa e passam a ser somente mãe, por um período maior que o necessário, o que leva muitos homens a pedirem o divórcio ou a começarem algum caso extra-conjugal. Homens devem entender que até os seis meses (mais ou menos) a mãe se envolve e precisa se envolver integralmente com o bebê para atendê-lo em suas necessidades físicas e emocionais e que, durante esse período, é natural que ela não se interesse por mais nada, a não ser seu filho. Passado esse período, o homem tem que se fazer presente e se colocar no meio dessa relação para que essa dupla seja desfeita e a mãe volte à sua vida de mulher.
Por isso é tão importante que homens e mulheres desejem igualmente um filho para que fantasmas do passado não assombrem a relação que já existe e a que está para começar e para que seja possível uma relação saudável entre pais e filhos.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

A figura do pai no início da vida de seu filho.


Se você papai se sente ou se sentiu rejeitado, afastado ou sem atenção por parte da mulher no início da vida de seu filho, entenda o porquê? Na próxima semana falarei sobre isso. 

Deixem aqui seus comentários.

terça-feira, 13 de setembro de 2011

Entendendo a mensagem da semana: vício x brincadeira

Resolvi falar um pouco sobre esse assunto, pois, além de ter lembrado de minha infância e do tempo que passava na rua brincando com meus amigos, assisti a um programa que falava a respeito de um menino de 11 anos que passava o dia inteiro em frente ao computador, inclusive nas horas do almoço e do jantar. Logo pude entender o problema dessa família e da criança, após assistir a todo o programa. 
Como definir, nos dias de hoje, limites para nossos filhos quando o assunto é tecnologia: games, computadores, internet, celular, salas de bate-papo etc... ? Até que ponto é algo saudável e construtivo deixar seu filho brincando no computador ou com algum outro game e quando perceber que uma brincadeira deixou de ser brincadeira e passou a ser um vício? O que os pais podem e devem fazer a respeito?
Voltando ao caso do menino de 11 anos: esse menino era o mais velho de duas irmãs, uma com 3 e  outra com 5, e sua mãe era solteira. A mãe encontrava-se deprimida vendo o seu filho cada vez mais distante da realidade, já que não convivia com outras crianças, a não ser na escola. Ao mesmo tempo, havia se acomodado, já que ter um filho a menos com quem se preocupar, lhe dava a oportunidade de cuidar da casa e das outras filhas. Ele não requiria a atenção dela e ela não requeria a dele.
Agora, eu pergunto: será que foi mais fácil deixar o computador se tornar a companheira do menino para que ela não precisasse se preocupar com ele? Terá o computador se tornado a mãe, a babá, os amigos....? Um coisa é fato: essa criança não dava trabalho. Na hora do almoço, um prato com bife a batata-frita estava ali, à sua frente e à frente do computador; na hora do jantar, a mesma coisa. Suas únicas companhias eram o computador e o prato de comida. E assim, o menino ficava quieto e ela conseguia cuidar da casa e das filhas pequenas.
Com a ajuda certa, essa mãe pôde ver o quão afastada estava do seu filho, física e emocionalmente e o quanto esse afastamento e falta de investimento afetivo fez com que seu filho se refugiasse no mundo virtual. Quando começou a dar atenção a ele, levando-o para passear, convidando amigos da escola para brincar em casa, o "vício" acabou. Ele passou a curtir a vida em família, já que agora tinha uma família, seu desempenho escolar melhorou e os jogos no computador se tornaram passatempo.
Hoje, pais cansados da correria do dia-a-dia não conseguem dar a atenção necessária aos filhos e, quando chegam em casa, e os veem diante da TV, do PC ou do celular acham ótimo, pois assim podem descansar ou continuar a trabalhar. Infelizmente, as crianças estão crescendo dentro de apartamentos e poucas são aquelas que brincam ao ar livre, correm, pulam, brincam de pique-esconde, pique-cola etc... Não tendo onde gastar toda energia, tornam-se inquietos, irritados, deprimidos e/ou solitários. Os pais, por cansaço e por falta de tempo, delegam a responsabilidade de atenção, educação e imposição de limites para a escola. Tudo então é permitido (computador, dormir mais tarde, jantar em frente à TV, ficar no celular), porque não querem se aborrecer ou porque é uma maneira de compensar a ausência na vida dos filhos. É aí é que os problemas começam. Por mais cansativo que seja o seu dia, não há como escapar da responsabilidade e da importância de vocês na vida emocional e na educação dos filhos. Se vocês se fizerem presentes, em termos de qualidade, na vida deles, mesmo que por algumas horas, não há dúvidas de que preferirão estar com vocês a estarem com qualquer outra coisa (celular, PC TV...) ou pessoa, e na hora de colocar os limites em relação aos aparatos tecnológicos e a outras coisas será mais fácil. 
Não se esqueçam: nada é mais importante que a felicidade de seus filhos, mas ela só é possível quando há um clima afetivo saudável em casa e pais interessados na vida deles.

quinta-feira, 1 de setembro de 2011

Brincandeira x Vício

Poste sua mensagem aqui a respeito do que pensa sobre o título. Semana que vem, postarei a minha opinião.

segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Entendendo a mensagem da semana: Meu filho está grandinho, mas continua fazendo xixi na cama.

Esse é um assunto muito comum principalmente entre mães de primeira viagem que ficam se perguntando o que fazer para acabar com isso, pois não aguentam mais ficar lavando lençol ou colocando fralda todas as noites no filho já crescido. Infelizmente, algumas se contentam com respostas do tipo: "isso é hereditário, minha irmã fez xixi até os 12 anos ou eu mesma molhei a cama por muito tempo", para não ter que encarar a real situação e mudar de atitude (não estou descartando a questão da hereditariedade). Desculpe, mamães, se estou sendo franca demais, mas não dá para agir diferente quando o assunto diz respeito à humilhação a que uma criança vem sendo submetida dia após dia por acordar toda molhada. Talvez vocês estejam dizendo: "Isso é um exagero. Aconteceu comigo e estou viva até hoje". Mas, por que não ajudar seu filho a superar isso, mesmo quando o mais fácil (para os adultos e não para a criança) seria esperar o tempo passar para ele dar o seu próprio jeito? 
 Eliminada as questões orgânicas, podemos dar um tchau para a enurese, que é sempre um sintoma, e melhorar a auto-estima do seu filho. Basta dedicação, paciência e algumas mudanças: 
1) Se seu filho dorme no quarto com os pais, entre eles ou não, ou divide a cama com o pai ou com a mãe, ainda que no próprio quarto, isso tem que acabar. Essa é a primeira providência a ser tomada;
2) Se bebe líquido à noite, perto da hora de dormir ou mama de madrugada, outra mudança. Esse hábito tem que ser modificado. Explique para seu filho que a partir de uma determinada hora ele não beberá mais água e diga o porquê. No início, ele irá protestar, mas você não pode ceder;
3) Durante as primeiras noites, coloque-o para fazer xixi antes de dormir e de madrugada;
4) Se acordar seco, elogie-o bastante e lhe dê alguma recompensa;
5) Se acordar molhado, não dê nenhum tipo de punição, somente o incentive e diga que ele ainda terá outra oportunidade para provar que não vai mais fazer isso.

O que você não pode esquecer é de fazer uma investigação na vida afetiva da família, pois a enurese noturna está diretamente ligada a questões emocionais e a um grau elevado de ansiedade. Seja porque a criança está "apaixonada" por papai ou mamãe e estar juntinho deles à noite pode transformar em realidade aquilo que está só na fantasia; seja porque nasceu um irmão (ã) e há o sentimento de uma ameaça iminente da perda do amor dos pais; seja por algum problema escolar e/ou por segredos que não podem ser ditos, mas que é percebido pela criança que sempre se acha responsável por qualquer problema à sua volta. Tendo olhado profundamente para si próprio e para o seu ambiente familiar e tomado as medidas necessárias, siga os passos acima e espere por resultado positivos antes do que espera.
Boa sorte!!!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Entendendo a mensagem da semana: banquinho, cantinho, quarto da reflexão.


A imposição de limites é algo que deve começar cedo na vida do seu filho e, muitas vezes, sem que você se dê conta já está fazendo isso quando os primeiros nãos são ditos e quando o desmame começa. Você pode estar se perguntando o que o desmame tem a ver com a imposição de limites, não? Mas é isso mesmo. O bebê só pode começar a aceitar a realidade quando você introduz um outro tipo de alimentação. É o início da separação entre vocês e o início da instauração do sentimento de "eu sou eu, separado de minha mãe". Por isso é tão difícil essa etapa. Muitos bebês se recusam a largar o peito ou a mamadeira e há os que mamam por muitos anos. Não estou querendo dizer que o peito ou a mamadeira vão ter que ser abandonados para sempre, não. Eles só não vão poder ser o alimento indispensável. Nessa etapa, os papais são muito importantes, essenciais.
O mais importante na imposição de limites, é você se mostrar firme e cumprir aquilo que diz ao seu filho. Já vi em meu consultório muitas mães dizendo: "vou deixá-lo de castigo, sem poder sair para brincar, por uma semana ou não vou levá-lo comigo quando sair". Será que a mãe saberá, ao longo da semana, quantos dias faltam para acabar o castigo? Mais importante: será que a criança se lembrará por que está de castigo?
Se seu filho não tiver com quem ficar, você poderá sair e deixá-lo em casa sozinho? Como fazer valer as palavras que você disse? É aí que o seu filho começa a te manipular  e a saber que não cumpre o que diz.
O melhor castigo é aquele que é dado no momento exato em que seu filho faz algo errado. É aí que entra o banquinho, cantinho ou quarto da reflexão. Importante: o quarto que escolher para que seu filho fique de castigo não pode ser o que ele dorme, senão ele o associará com algo ruim e não quererá mais dormir nele. O quarto também não pode ser um cômodo que tenha muitos objetos, caso contrário, o castigo se transformará em divertimento. O melhor mesmo é colocá-lo num lugar que esteja dentro de seu campo de visão. 
A idade de seu filho corresponderá ao tempo em que ele ficará no castigo.
Então vamos aos passos:
Primeiro passo:  ao ver seu filho fazendo algo errado, dê-lhe um primeiro aviso, tipo: "se você continuar a fazer isso, vai para o banquinho ou almofada, ou tapete...."
Segundo passo:  seu filho descumpriu o aviso. Chegue perto, abaixe-se, ficando na altura dele e diga: "você está indo para o banquinho e ficará lá por, 2,3,4....minutos, porque fez tal coisa errada".
Pode ter certeza de que ele vai se recusar a ficar lá e sairá do lugar. Nessa hora, sua firmeza, paciência e persistência são a chave. 
Terceiro passo: se ele sair do lugar, pegue-o novamente, sem lhe dirigir a palavra e o coloque no mesmo lugar. Ele vai chorar, berrar, dizer que a ama, pedir desculpas, todo tipo de coisa para deixá-la com dó dele. Não se entregue, não caia nessa armadilha, seja firme, essa é a base do sucesso. Agora, mamãe, se prepare, porque vai ter que fazer isso quantas vezes forem necessárias (3, 4, 5, 10... vezes), até que ele desista de enfrentá-la. Importante: a cada vez que ele sair, o tempo também recomeça.
Quarto passo: quando ele tiver cumprido todo o tempo, vá até ele, abaixe-se e diga porque você o colocou de castigo, peça para que peça desculpas e o abrace.
Esse tipo de punição, mostra ao seu filho que toda coisa errada feita tem uma consequência imediata. Você pode aplicá-lo quando um irmão bater no outro irmão, amiguinho, você, quando falar coisa feia, quando lhe desobedecer etc..... 
Eu sei que as primeiras vezes não são moleza e que você ou o papai ou aquele que o colocou no castigo terá vontade de desistir, pois achará que não está funcionando. Não perca as esperanças, não desista, seja persistente e confie em você. Você é quem está no "comando" e seu filho tem que saber disso. Quando ele souber, tudo ficará mais fácil.
Seja firme!!!! Boa sorte.
Qualquer dúvida ou dificuldade, deixe aqui seu comentário.

Gravidez com saúde para você, mamãe e seu bebê.

Como lidar com a notícia de uma gravidez? Para aqueles que já a esperavam e para os que não a esperavam, estar grávida é um momento singular e traz muitas dúvidas, preocupações e inquietações. Após o nascimento, acompanhar o desenvolvimento de seu bebê, se adaptando a ele, não é tarefa fácil. É uma fase cheia de perguntas, necessidade de respostas e esclarecimentos. As avós, tias, outras mães e profissionais de saúde podem ser de estimável ajuda.
Há quem pense que esta fase fica para trás depois que o bebê cresce. Não. Há sempre recaídas e retrocessos, pois a vida de um Ser Humano que está crescendo é assim. Está sempre rumo à independência, segundo Donald Winnicott.
Aqui será um lugar onde você poderá tirar suas dúvidas. A cada semana postarei dicas, conselhos, depoimentos e espero que me ajudem postando dúvidas e perguntas.