segunda-feira, 25 de julho de 2011

Entendendo a mensagem da semana: O que fazer para facilitar a ida do seu filho para a creche ou escola?

Não tenho dúvidas de que esse é um passo muito difícil tanto para a mãe quanto para o filho, principalmente se  ele ainda é um bebezinho. Mães que precisam voltar a trabalhar, vão sofrendo por antecipação quando o momento se aproxima, e a ansiedade é o sentimento mais presente nessa hora. Muitas perguntas também surgem: deixo meu filho com uma babá, avós ou o coloco numa creche/escola? Em se falando de bebês que ainda mamam no seio, a situação fica ainda mais penosa. 
Bem, mamãe, se essa é uma realidade em sua vida, ou seja, voltar a trabalhar, o melhor é começar a desmamar seu bebê, física e psicologicamente falando, lentamente. É necessário que você comece a falhar. O que quero dizer com falhar? Assim que seu bebê nasce, ele precisa ser atendido em todas as suas necessidades para que se desenvolva. O atendimento não é percebido pelo bebê, porque ele se encontra numa fase de dependência absoluta, quer dizer, se o bebê chora, você o acode; se ele molha a fralda, você a troca.... o continuar a ser dele nunca é interrompido, já que você não falha em atendê-lo. Porém, à medida que ele cresce, cresce também a capacidade de começar a poder esperar e esperar por falhas. Normalmente esse período coincide com a época da introdução de outros alimentos e concomitantemente ao desmame. Por causa da crescente capacidade do bebê de esperar, ele também é capaz de suportar as falhas. A realidade começa, pouco a pouco, a ser apresentada a ele juntamente com o desmame, e a noção de que ele é ele e você é você também começa a ser percebida. Outras pessoas, que já faziam parte de seu mundo mas não eram vistas como pessoas separadas dele passam a povoar seu pequeno universo de outra maneira. É mais ou menos nessa época que o bebê também está indo para a creche.
Daí a importância, mamães, que se comece um processo de desmane seja ele físico ou psicológico (tudo vai depender da idade do seu filho). Você também sentirá a necessidade de "voltar para o mundo social", e essa necessidade será uma aliada. Então, faça o seguinte: se nunca deixou seu filho sozinho com alguém, comece a deixá-lo por 25 minutos e volte para casa; depois por 1 hora, volte para a casa, e assim sucessivamente. Faça os ajustes de tempo que achar razoável para você e para ele. Tente não mostrar ansiedade ou angústia na presença dele, e nem fique telefonando de 5 em 5 minutos, pois ele precisa da sua confiança e segurança para dar esse passo gigantesco e sentir que os outros também são confiáveis. No final, seu filho vai aprender que toda vez que você sai,  você volta e que ele pode confiar em seu meio-ambiente.
Boa sorte!!!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Mensagem da semana: O que fazer para facilitar a ida do seu pequeno para a escola ou creche?

Amigos, deixem seu comentário. Semana que vem deixarei o meu.

Resultado da enquete: o que fazer ao ver seu filho(a) tocando em seu próprio órgão genital?

Esta não deve ser uma situação fácil de lidar. Não foi à toa que poucos responderam a enquete.
Qualquer assunto que envolva questões ligadas à sexualidade e a sexo continua sendo tabu até hoje. Senão tabu, ainda é difícil falar com naturalidade sobre isso. Ouço em meu consultório pais que ficam sem saber o que dizer quando um filho pergunta sobre gravidez, nascimento, beijo na boca, namoro, sexo etc.... Ainda ouço história da cegonha e da sementinha. 
Mas, vamos à enquete. O que fazer papai ou mamãe quando vir seu filho se masturbando? Isso é normal? É um problema psicológico? Devo chamar a atenção dele (a) na hora? O que dizer? O que fazer? Uns responderam que fingiriam não ver e outros conversariam sobre o acontecido. 
A primeira coisa a fazer, depois de conversar com seu filho (a), é: começar a prestar atenção para ver se esta foi uma situação isolada; se seu filho (a) dorme no mesmo quarto que vocês ou você divide a mesma cama com ele (a), está na hora de mudar. Dependendo da idade, aquilo que está vivo em sua fantasia, como por exemplo, mamãe é minha namorada ou papai é meu namorado, pode tornar-se realidade e essa ameaça causa angústia ou excitação, daí a masturbação; seu filho está com problemas na escola? como anda o clima familiar? Enfim, estas são perguntas que devem ser feitas para tentar entender o que se passa com seu filho, pois o que leva à masturbação incessante é excesso de ansiedade e angústia. 
Agora, se seu filho está entrando na puberdade, nada mais natural, desde que sejam casos isolados, começar a se masturbar, devido às mudanças hormonais e a descoberta de uma região que lhe dá prazer. Também é muito comum crianças de 2-5 anos descobrirem, por acaso, que seus órgãos genitais lhe dão prazer.
Se você agir com naturalidade, procurando tirar o foca da atenção da masturbação, apresentando algo prazeroso e divertido para o seu filho, essa situação vai passar. 
O segredo é sempre ser claro e honesto. Não mostre ansiedade, preocupação ou hostilidade em relação a esse assunto, pois seu filho poderá interpretar que o que está fazendo é muito feio, perigoso ou ruim, e isso  poderá atrapalhar suas relações amorosas futuras.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Resultado da enquete sobre gêmeos.

Como já foi explicado num post anterior, a respeito da escolha do nome para crianças gêmeas, deixo aqui somente o resultado da enquete. 20% responderam que colocariam roupas iguais em seus gêmeos e 80% que colocariam às vezes. Este é um bom resultado.

terça-feira, 14 de junho de 2011

Entendendo a mensagem da semana: a importância psicológica na escolha do nome para seus filhos gêmeos.


Em 2001, escrevi um livro sobre gêmeos (Gêmeos: "onde está a semelhança?") e nele falei sobre a importância na escolha do nome para seus filhos gêmeos univitelinos. É muito comum e tentador para os pais dar nomes semelhantes aos seus filhos, já que, para muitos, os mesmos compartilham uma mesma identidade, então, por que não compartilharem o nome também?

A importância do nome sempre foi muito estudada e, a despeito de sua universalidade, existe uma grande diferença entre as culturas de como e do porquê os nomes são colocados em alguém. Em algumas culturas os nomes são dados de acordo com os eventos que ocorreram durante a gestação; em outras, a criança recebe o nome dos totens e da árvore genealógica de seus familiares. E, em alguns casos, o nome recebido ao nascer é somente o primeiro de tantos outros que a pessoa vai receber pela vida a fora.
Quando um nome é dado a uma pessoa, você está concedendo a ela uma identidade e um meio de simbolizar um "contrato" entre a sociedade e o indivíduo. É o nome que diferenciará uma criança da outra, uma pessoa da outra.
O nome que os pais escolhem para seus filhos reflete a relação futura entre seu nome e sua identidade. É ele que nos dará o sentimento de sermos únicos e de que temos uma identidade própria.
Então, qual é a importância psicológica do nome para dois irmãos ou irmãs que são parecidos?
Quantas vezes já perguntamos a gêmeos que conhecemos, quando não sabemos quem é quem,: "você é fulano ou beltrano?" Agora, coloquem-se no lugar deles e imaginem ouvir essa pergunta desde os momentos iniciais de suas vidas?
Quando damos nomes bem diferentes aos gêmeos, uma clara distinção fica marcada e deixamos de cair na armadilha de chamá-los ao mesmo tempo (criando um som e nome únicos), como sempre ocorreu comigo e minha irmã, Michelle e Charbelle (pessoas achavam que era um único nome), ou de fazer com que o gêmeo pense que estamos falando com ele e não com seu irmão ao pronunciar, por exemplo, os nomes: Adriana e/ou Adriane, Daniela e/ou Daniele, Maria Clara e/ou Clara Maria......
Se um gêmeo é sempre chamado pelo nome de seu irmão, e isso acontecerá milhares de vezes durante a sua vida, imagine se seus nomes forem muito semelhantes? Eles podem começar a desenvolver o sentimento de que são uma só pessoa e de que compartilham uma mesma identidade. Não é à toa que muitos gêmeos se fazem passar um pelo outro com muita facilidade e diversão (eu sou ele ou ele sou eu, ou será o contrário?)
Para que seus filhos tenham a chance de se tornarem indivíduos únicos e com identidades próprias, vocês papais podem facilitar esse processo dando nomes bem distintos a eles.

segunda-feira, 6 de junho de 2011

Sobre a enquete.

Independente se você tem ou não filhos gêmeos, deixe sua resposta aqui sobre a enquete.

Entendendo a mensagem da semana: o que significa o tão famoso brinquedo do qual seu filho não se desgruda?

Algum de vocês já deve ter notado uma criança pequena e até mesmo uma maior, segurando um objeto, normalmente macio, sujo, quando não imundo, uma vez, pelo menos, não? O objeto pode ser um paninho, um bichinho, a ponta desse paninho, uma chupeta, enfim, qualquer objeto "eleito" e descoberto por ele, ainda que tenha sido você quem o apresentou pela primeira vez. Vocês também já devem ter percebido que esse objeto é sempre solicitado ou procurado (pela criança) quando se aproxima o momento de ir para cama, para escola ou quando ela não está recebendo a atenção materna de que gostaria, ou seja, esse objeto está sempre a favor de uma defesa contra a ansiedade. 
Intuitivamente, os pais percebem a importância desse objeto e permitem que ele fique sujo, mal-cheiroso e que seja levado nas viagens, por exemplo, sabendo que, se lavá-lo, escondê-lo ou jogá-lo fora, introduzirá uma ruptura de continuidade na experiência do bebê ou da criança pequena. 
A esse tipo especial de objeto, oriundo do exterior, segundo o ponto de vista do adulto, mas não segundo o ponto de vista do bebê, é o que Winnicott chamou de Objeto Transicional. Segundo ele, o objeto transicional "representa a transição do bebê de um estado em que este está fundido com a mãe para um estado em que está em relação com ela como algo externo e separado. É a primeira possessão não-eu."
E quando isso acontece? 
Normalmente acontece quando o bebê começa a desmamar. O momento do desmame é aquele que, depois de o bebê já ter passado por pequenas e sutis separações da mãe, inaugura a separação da realidade interna da externa. A ilusão que fazia parte do bebê, quando a mãe atendia às suas necessidades prontamente, vai dando espaço à desilusão, no momento em que a mãe começa a se interessar novamente por sua vida conjugal, profissional etc... Seguido a esse processo lento e gradativo, vem o desmame e com ele as frustações e a ansiedade que poderão ser aliviadas com o conforto de um objeto (objeto transicional), que o remeterá internamente à mãe. Daí, a enorme importância da "continuidade (no tempo) do ambiente emocional externo e de elementos específicos no ambiente físico, tais como o objeto ou objetos transicionais.
Você se lembra qual fim teve esse tão amado objeto? De repente, você percebe que seu filho o deixou de lado, o jogou fora espontaneamente, ou deu para um irmãozinho ou outra criança. E é assim que os papais devem deixar acontecer. 
Winnicott diz: " Seu destino é permitir que seja gradativamente descatexizado, de maneira que, com o curso dos anos, se torne não tanto esquecido...... Com isso quero dizer que, na saúde, o objeto transicional não 'vai para dentro'; tampouco o sentimento a seu respeito necessariamente sofre repressão. Não é esquecido e não é pranteado. Perde o significado, e isso se deve ao fato de que os fenômenos transicionais se tornaram difusos, se esparalharam por todo o território intermediário entre a 'realidade interna' e o 'mundo externo, tal como percebido por duas pessoas em comum', isto é, por todo o campo da cultura, do brincar, da criatividade, apreciação artística etc. O conceito desse fenônemo diz respeito a uma dimensão do viver que não depende nem da realidade interna, nem da realidade externa; mais propriamente, é o espaço em que ambas as realidades encontram-se e separam o interior do exterior." Ele é a moldura para os objetos transicionais e muitos outros que virão, de variadas formas, à medida que nos desenvolvemos.

Gravidez com saúde para você, mamãe e seu bebê.

Como lidar com a notícia de uma gravidez? Para aqueles que já a esperavam e para os que não a esperavam, estar grávida é um momento singular e traz muitas dúvidas, preocupações e inquietações. Após o nascimento, acompanhar o desenvolvimento de seu bebê, se adaptando a ele, não é tarefa fácil. É uma fase cheia de perguntas, necessidade de respostas e esclarecimentos. As avós, tias, outras mães e profissionais de saúde podem ser de estimável ajuda.
Há quem pense que esta fase fica para trás depois que o bebê cresce. Não. Há sempre recaídas e retrocessos, pois a vida de um Ser Humano que está crescendo é assim. Está sempre rumo à independência, segundo Donald Winnicott.
Aqui será um lugar onde você poderá tirar suas dúvidas. A cada semana postarei dicas, conselhos, depoimentos e espero que me ajudem postando dúvidas e perguntas.