segunda-feira, 22 de agosto de 2011

Entendendo a mensagem da semana: Meu filho está grandinho, mas continua fazendo xixi na cama.

Esse é um assunto muito comum principalmente entre mães de primeira viagem que ficam se perguntando o que fazer para acabar com isso, pois não aguentam mais ficar lavando lençol ou colocando fralda todas as noites no filho já crescido. Infelizmente, algumas se contentam com respostas do tipo: "isso é hereditário, minha irmã fez xixi até os 12 anos ou eu mesma molhei a cama por muito tempo", para não ter que encarar a real situação e mudar de atitude (não estou descartando a questão da hereditariedade). Desculpe, mamães, se estou sendo franca demais, mas não dá para agir diferente quando o assunto diz respeito à humilhação a que uma criança vem sendo submetida dia após dia por acordar toda molhada. Talvez vocês estejam dizendo: "Isso é um exagero. Aconteceu comigo e estou viva até hoje". Mas, por que não ajudar seu filho a superar isso, mesmo quando o mais fácil (para os adultos e não para a criança) seria esperar o tempo passar para ele dar o seu próprio jeito? 
 Eliminada as questões orgânicas, podemos dar um tchau para a enurese, que é sempre um sintoma, e melhorar a auto-estima do seu filho. Basta dedicação, paciência e algumas mudanças: 
1) Se seu filho dorme no quarto com os pais, entre eles ou não, ou divide a cama com o pai ou com a mãe, ainda que no próprio quarto, isso tem que acabar. Essa é a primeira providência a ser tomada;
2) Se bebe líquido à noite, perto da hora de dormir ou mama de madrugada, outra mudança. Esse hábito tem que ser modificado. Explique para seu filho que a partir de uma determinada hora ele não beberá mais água e diga o porquê. No início, ele irá protestar, mas você não pode ceder;
3) Durante as primeiras noites, coloque-o para fazer xixi antes de dormir e de madrugada;
4) Se acordar seco, elogie-o bastante e lhe dê alguma recompensa;
5) Se acordar molhado, não dê nenhum tipo de punição, somente o incentive e diga que ele ainda terá outra oportunidade para provar que não vai mais fazer isso.

O que você não pode esquecer é de fazer uma investigação na vida afetiva da família, pois a enurese noturna está diretamente ligada a questões emocionais e a um grau elevado de ansiedade. Seja porque a criança está "apaixonada" por papai ou mamãe e estar juntinho deles à noite pode transformar em realidade aquilo que está só na fantasia; seja porque nasceu um irmão (ã) e há o sentimento de uma ameaça iminente da perda do amor dos pais; seja por algum problema escolar e/ou por segredos que não podem ser ditos, mas que é percebido pela criança que sempre se acha responsável por qualquer problema à sua volta. Tendo olhado profundamente para si próprio e para o seu ambiente familiar e tomado as medidas necessárias, siga os passos acima e espere por resultado positivos antes do que espera.
Boa sorte!!!

segunda-feira, 8 de agosto de 2011

Entendendo a mensagem da semana: banquinho, cantinho, quarto da reflexão.


A imposição de limites é algo que deve começar cedo na vida do seu filho e, muitas vezes, sem que você se dê conta já está fazendo isso quando os primeiros nãos são ditos e quando o desmame começa. Você pode estar se perguntando o que o desmame tem a ver com a imposição de limites, não? Mas é isso mesmo. O bebê só pode começar a aceitar a realidade quando você introduz um outro tipo de alimentação. É o início da separação entre vocês e o início da instauração do sentimento de "eu sou eu, separado de minha mãe". Por isso é tão difícil essa etapa. Muitos bebês se recusam a largar o peito ou a mamadeira e há os que mamam por muitos anos. Não estou querendo dizer que o peito ou a mamadeira vão ter que ser abandonados para sempre, não. Eles só não vão poder ser o alimento indispensável. Nessa etapa, os papais são muito importantes, essenciais.
O mais importante na imposição de limites, é você se mostrar firme e cumprir aquilo que diz ao seu filho. Já vi em meu consultório muitas mães dizendo: "vou deixá-lo de castigo, sem poder sair para brincar, por uma semana ou não vou levá-lo comigo quando sair". Será que a mãe saberá, ao longo da semana, quantos dias faltam para acabar o castigo? Mais importante: será que a criança se lembrará por que está de castigo?
Se seu filho não tiver com quem ficar, você poderá sair e deixá-lo em casa sozinho? Como fazer valer as palavras que você disse? É aí que o seu filho começa a te manipular  e a saber que não cumpre o que diz.
O melhor castigo é aquele que é dado no momento exato em que seu filho faz algo errado. É aí que entra o banquinho, cantinho ou quarto da reflexão. Importante: o quarto que escolher para que seu filho fique de castigo não pode ser o que ele dorme, senão ele o associará com algo ruim e não quererá mais dormir nele. O quarto também não pode ser um cômodo que tenha muitos objetos, caso contrário, o castigo se transformará em divertimento. O melhor mesmo é colocá-lo num lugar que esteja dentro de seu campo de visão. 
A idade de seu filho corresponderá ao tempo em que ele ficará no castigo.
Então vamos aos passos:
Primeiro passo:  ao ver seu filho fazendo algo errado, dê-lhe um primeiro aviso, tipo: "se você continuar a fazer isso, vai para o banquinho ou almofada, ou tapete...."
Segundo passo:  seu filho descumpriu o aviso. Chegue perto, abaixe-se, ficando na altura dele e diga: "você está indo para o banquinho e ficará lá por, 2,3,4....minutos, porque fez tal coisa errada".
Pode ter certeza de que ele vai se recusar a ficar lá e sairá do lugar. Nessa hora, sua firmeza, paciência e persistência são a chave. 
Terceiro passo: se ele sair do lugar, pegue-o novamente, sem lhe dirigir a palavra e o coloque no mesmo lugar. Ele vai chorar, berrar, dizer que a ama, pedir desculpas, todo tipo de coisa para deixá-la com dó dele. Não se entregue, não caia nessa armadilha, seja firme, essa é a base do sucesso. Agora, mamãe, se prepare, porque vai ter que fazer isso quantas vezes forem necessárias (3, 4, 5, 10... vezes), até que ele desista de enfrentá-la. Importante: a cada vez que ele sair, o tempo também recomeça.
Quarto passo: quando ele tiver cumprido todo o tempo, vá até ele, abaixe-se e diga porque você o colocou de castigo, peça para que peça desculpas e o abrace.
Esse tipo de punição, mostra ao seu filho que toda coisa errada feita tem uma consequência imediata. Você pode aplicá-lo quando um irmão bater no outro irmão, amiguinho, você, quando falar coisa feia, quando lhe desobedecer etc..... 
Eu sei que as primeiras vezes não são moleza e que você ou o papai ou aquele que o colocou no castigo terá vontade de desistir, pois achará que não está funcionando. Não perca as esperanças, não desista, seja persistente e confie em você. Você é quem está no "comando" e seu filho tem que saber disso. Quando ele souber, tudo ficará mais fácil.
Seja firme!!!! Boa sorte.
Qualquer dúvida ou dificuldade, deixe aqui seu comentário.

segunda-feira, 1 de agosto de 2011

Mensagem da semana:


Cantinho, banquinho ou quarto da reflexão. Como colocar limites claros para seus filhos? Postem aqui seus comentários. Semana que vem, postarei o meu.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Entendendo a mensagem da semana: O que fazer para facilitar a ida do seu filho para a creche ou escola?

Não tenho dúvidas de que esse é um passo muito difícil tanto para a mãe quanto para o filho, principalmente se  ele ainda é um bebezinho. Mães que precisam voltar a trabalhar, vão sofrendo por antecipação quando o momento se aproxima, e a ansiedade é o sentimento mais presente nessa hora. Muitas perguntas também surgem: deixo meu filho com uma babá, avós ou o coloco numa creche/escola? Em se falando de bebês que ainda mamam no seio, a situação fica ainda mais penosa. 
Bem, mamãe, se essa é uma realidade em sua vida, ou seja, voltar a trabalhar, o melhor é começar a desmamar seu bebê, física e psicologicamente falando, lentamente. É necessário que você comece a falhar. O que quero dizer com falhar? Assim que seu bebê nasce, ele precisa ser atendido em todas as suas necessidades para que se desenvolva. O atendimento não é percebido pelo bebê, porque ele se encontra numa fase de dependência absoluta, quer dizer, se o bebê chora, você o acode; se ele molha a fralda, você a troca.... o continuar a ser dele nunca é interrompido, já que você não falha em atendê-lo. Porém, à medida que ele cresce, cresce também a capacidade de começar a poder esperar e esperar por falhas. Normalmente esse período coincide com a época da introdução de outros alimentos e concomitantemente ao desmame. Por causa da crescente capacidade do bebê de esperar, ele também é capaz de suportar as falhas. A realidade começa, pouco a pouco, a ser apresentada a ele juntamente com o desmame, e a noção de que ele é ele e você é você também começa a ser percebida. Outras pessoas, que já faziam parte de seu mundo mas não eram vistas como pessoas separadas dele passam a povoar seu pequeno universo de outra maneira. É mais ou menos nessa época que o bebê também está indo para a creche.
Daí a importância, mamães, que se comece um processo de desmane seja ele físico ou psicológico (tudo vai depender da idade do seu filho). Você também sentirá a necessidade de "voltar para o mundo social", e essa necessidade será uma aliada. Então, faça o seguinte: se nunca deixou seu filho sozinho com alguém, comece a deixá-lo por 25 minutos e volte para casa; depois por 1 hora, volte para a casa, e assim sucessivamente. Faça os ajustes de tempo que achar razoável para você e para ele. Tente não mostrar ansiedade ou angústia na presença dele, e nem fique telefonando de 5 em 5 minutos, pois ele precisa da sua confiança e segurança para dar esse passo gigantesco e sentir que os outros também são confiáveis. No final, seu filho vai aprender que toda vez que você sai,  você volta e que ele pode confiar em seu meio-ambiente.
Boa sorte!!!

segunda-feira, 18 de julho de 2011

Mensagem da semana: O que fazer para facilitar a ida do seu pequeno para a escola ou creche?

Amigos, deixem seu comentário. Semana que vem deixarei o meu.

Resultado da enquete: o que fazer ao ver seu filho(a) tocando em seu próprio órgão genital?

Esta não deve ser uma situação fácil de lidar. Não foi à toa que poucos responderam a enquete.
Qualquer assunto que envolva questões ligadas à sexualidade e a sexo continua sendo tabu até hoje. Senão tabu, ainda é difícil falar com naturalidade sobre isso. Ouço em meu consultório pais que ficam sem saber o que dizer quando um filho pergunta sobre gravidez, nascimento, beijo na boca, namoro, sexo etc.... Ainda ouço história da cegonha e da sementinha. 
Mas, vamos à enquete. O que fazer papai ou mamãe quando vir seu filho se masturbando? Isso é normal? É um problema psicológico? Devo chamar a atenção dele (a) na hora? O que dizer? O que fazer? Uns responderam que fingiriam não ver e outros conversariam sobre o acontecido. 
A primeira coisa a fazer, depois de conversar com seu filho (a), é: começar a prestar atenção para ver se esta foi uma situação isolada; se seu filho (a) dorme no mesmo quarto que vocês ou você divide a mesma cama com ele (a), está na hora de mudar. Dependendo da idade, aquilo que está vivo em sua fantasia, como por exemplo, mamãe é minha namorada ou papai é meu namorado, pode tornar-se realidade e essa ameaça causa angústia ou excitação, daí a masturbação; seu filho está com problemas na escola? como anda o clima familiar? Enfim, estas são perguntas que devem ser feitas para tentar entender o que se passa com seu filho, pois o que leva à masturbação incessante é excesso de ansiedade e angústia. 
Agora, se seu filho está entrando na puberdade, nada mais natural, desde que sejam casos isolados, começar a se masturbar, devido às mudanças hormonais e a descoberta de uma região que lhe dá prazer. Também é muito comum crianças de 2-5 anos descobrirem, por acaso, que seus órgãos genitais lhe dão prazer.
Se você agir com naturalidade, procurando tirar o foca da atenção da masturbação, apresentando algo prazeroso e divertido para o seu filho, essa situação vai passar. 
O segredo é sempre ser claro e honesto. Não mostre ansiedade, preocupação ou hostilidade em relação a esse assunto, pois seu filho poderá interpretar que o que está fazendo é muito feio, perigoso ou ruim, e isso  poderá atrapalhar suas relações amorosas futuras.

quarta-feira, 22 de junho de 2011

Resultado da enquete sobre gêmeos.

Como já foi explicado num post anterior, a respeito da escolha do nome para crianças gêmeas, deixo aqui somente o resultado da enquete. 20% responderam que colocariam roupas iguais em seus gêmeos e 80% que colocariam às vezes. Este é um bom resultado.

Gravidez com saúde para você, mamãe e seu bebê.

Como lidar com a notícia de uma gravidez? Para aqueles que já a esperavam e para os que não a esperavam, estar grávida é um momento singular e traz muitas dúvidas, preocupações e inquietações. Após o nascimento, acompanhar o desenvolvimento de seu bebê, se adaptando a ele, não é tarefa fácil. É uma fase cheia de perguntas, necessidade de respostas e esclarecimentos. As avós, tias, outras mães e profissionais de saúde podem ser de estimável ajuda.
Há quem pense que esta fase fica para trás depois que o bebê cresce. Não. Há sempre recaídas e retrocessos, pois a vida de um Ser Humano que está crescendo é assim. Está sempre rumo à independência, segundo Donald Winnicott.
Aqui será um lugar onde você poderá tirar suas dúvidas. A cada semana postarei dicas, conselhos, depoimentos e espero que me ajudem postando dúvidas e perguntas.