terça-feira, 10 de maio de 2011

Sobre a enquete

Se você não concorda com nenhuma das respostas ao lado e faz outra coisa quando seu filho não quer comer, escreva aqui. Seu relato e sua dica são sempre muito importantes.

domingo, 8 de maio de 2011

Resultado da enquete: quando dar a chupeta para seu filho


Antes de dar o resultado da enquete, gostaria de falar um pouco sobre a história da chupeta. Vocês sabiam que a chupeta data de três mil anos, segundo escavações feitas na Itália, em Chipre e na Grécia? Elas apareceram na literatura médica em 1473 na Alemanha e eram feitas de linho trançado, na qual substâncias como mel, leite adocicado, conhaque, láudano e até mesmo sementes de papoula poderiam ser colocadas. Essas chupetas de pano eram amarradas ao berço ou ao cobertor ao invés de na roupa do bebê, como é mais comum atualmente. 
As babás do século XX demonstravam uma total antipatia pelo seu uso dizendo ser uma invenção do diabo para tentar as mães a causarem danos às suas crianças. Os “Livros sobre bebês” publicados entre 1930 e 1955 eram quase unânimes em condenar a chupeta como uma ameaça à saúde, uma causa de desfiguração da boca, de aftas e vários distúrbios digestivos. (Wikipédia).
E o que dizer da chupeta nos dias de hoje? Atualmente, numa casa em que há bebês ou criança pequena, encontraremos pelo menos uma. Antes mesmo de o bebê nascer, algumas mães fazem coleção delas, pois, na recusa de uma, há sempre uma outra para ser oferecida; outras, decididamente, não fazem questão delas, porque usarão de outros meios para tranquilizar o seu bebê. O fato é o seguinte: é quase unânime o uso da chupeta na tentativa de acalmar um bebê. Não é à toa que, em inglês, chupeta quer dizer pacifier (pacificador, apaziguador). Na nossa enquete, 50% responderam que dão a chupeta somente na hora de dormir; 20% sempre que a criança pede e 30% que nunca dão. 
Quando, então, dar a chupeta? Como não torná-la um hábito? Como fazer para tirá-la de vez?
São todas respostas muitos difíceis de serem respondidas, mas acho que o que sempre deve prevalecer é o bom-senso. Já ouvi casos de mãe que, por não conseguirem ouvir seu bebê chorar, ao primeiro sinal, dava-lhe a chupeta e insistia, uma, duas, três vezes, até que começasse a sugá-la, lançando mão, inclusive, do famoso funchicórea (10 vezes se fosse o caso); outras que, por comodidade ou porque não queriam pegar o bebê no colo, davam-lhe a chupeta; uma que confessou dar a chupeta para que o bebê não sentisse sua falta; e o caso mais surpreendente: "a chupeta não será minha rival" (essa se recusou terminantemente a dar a chupeta para seu filho).
Sabemos que a chupeta é sim um objeto tranquilizador e que ela pode fazer as vezes de um colinho, quando a mãe, realmente, encontra-se impossibilitada de pegar o bebê no colo ou de dar o seio ou a mamadeira naquele momento, e é assim que, ao meu sentir, ela deve ser utilizada, para que não se torne um hábito. Se a chupeta for dada a cada vez que o bebê começar a chorar ou a resmungar, ele estará sendo impedido de, por si só, descobrir e criar recursos para aplacar sua necessidade e de aprender a esperar (e aqui estou falando de um bebê com mais de 6 meses, que já pode se distrair com algum brinquedinho em seu berço, com algum som ou barulho, com seu próprio corpo etc...). 
Crianças de 3, 4, 5 anos.... não deveriam estar mais usando a chupeta, pois já estão com dentinhos e falando. A chupeta não só atrapalhará no correto aprendizado da fala como também numa boa dentição. Nesses casos, algum nível de ansiedade deve estar dificultando o seu abandono e somente vocês, papais e mamães, é quem poderão avaliar o que pode estar acontecendo e começar a assumir a responsabilidade de jogá-las fora. E aí, pode entrar a criatividade e a barganha. Pode ser que seu filho aceite na hora a tal troca e, no final do dia, comece a chorar pela sua "pepeta"; talvez ele chore "horas a fio" e você fique com dó. Mas, agora já não há mais volta (ele mesmo, junto contigo, já as colocaram num saco e as viram indo para o lixo. Não pode haver resquício delas e nem umazinha escondida em algum lugar). E não se preocupe, ele não ficará traumatizado, mesmo que, nesse momento, você esteja pensando o contrário. 
Lembre-se de que esse será um grande passo para seu filho a caminho da independência e do crescimento emocional.


quinta-feira, 5 de maio de 2011

Entendendo a mensagem da semana: seio x mamadeira


Resolvi falar sobre alimentação ao seio ou na mamadeira motivada pelo relato de uma amiga que, recentemente, teve um bebê e ficou as voltas com essa questão, já que não pôde dar o seio como gostaria, porque não tinha muito leite e o bebê passou a perder muito peso. Ela sugeriu que eu escrevesse sobre isso por saber da importância da amamentação e porque muitas mães têm dúvidas e ficam sem saber o que fazer nessa hora.

O tema da amamentação é muito antigo e, diferentemente de como é tratado hoje em dia, dado a sua importância, nem sempre foi assim. No século XIX, os bebês eram alimentados pelas amas-de-leite e, em alguns casos, por elas eram criados, até que atingissem uma certa idade. Ser mãe naquela época não era motivo de orgulho, porque muitas mulheres estavam mais preocupadas em poder participar das festas de salões e dos chás nas casas de amigas. Não havia essa preocupação em relação ao vínculo afetivo proporcionado pela amamentação e as mulheres não eram massacradas ou forçadas a darem o seio, porque não era algo socialmente esperado.
Felizmente, essa época passou, e, hoje, o que mais se discute em várias mídias é a importância não só nutricional e imunológica da amamentação como também afetiva.  
Sabemos de todos os benefícios da amamentação ao seio e de como as mães fazem questão de amamentar seus filhos, na busca, principalmente, de um maior vínculo afetivo. 
É nessa hora que muitas mães se veem numa situação desesperadora, quando não conseguem amamentar. E aí, algo que deveria ser prazeroso torna-se um tormento, misturado à dor, à decepção, à culpa, e à tristeza, como se o tão sonhado desejo de formar um bom vínculo com seu bebê tivesse acabado ali, no momento em que percebeu a sua impossibilidade de amamentá-lo. 
Muitas mães sofrem com isso e já ouvi relatos de mães que amamentaram seus filhos chorando em cima do bebê, deixando o sangue escorrer de seus mamilos, pois achavam que não poderiam fazer um vínculo se não fosse dessa forma, ou seja, amamentando ao seio.
É nessa hora que uma mamadeira faz toda a diferença e traz os mesmos resultados afetivos. Não importa mamãe se não tem como dar o seio, pois os laços de afeto irão se estabelecer da mesma maneira. Você estará ali, segurando seu filho, olhando em seus olhinhos, ele olhando para você e sentindo seu cheiro, a textura do seu corpo e você estará tranquila, em paz e alegre.
Pensem bem: de que adianta estar dando o seio ao seu bebê se, quem está ali, é uma mãe que chora de dor, de tristeza, de decepção? Qual é a mensagem que estará passando para seu bebê nessa hora? 

Então mamães, façam da mamadeira sua aliada. Quando puderem e, se puderem, deem o seio, nem que seja por 2 minutinhos. Minha amiga adotou essa postura: sua filhinha mama todo o leite que há no seio, e que é pouco, e depois passa para a mamadeira, sem estresse.
O importante é que, nos meses iniciais, o bebê que só mama na mamadeira seja alimentado por uma só pessoa, para que ele comece a estabelecer seus primeiros vínculos afetivos com uma só pessoa.
Então mamães, mãos à obra. Espantem os fantasmas da insegurança e da decepção, porque não existe diferença em termos afetivos entre seio e mamadeira.

terça-feira, 26 de abril de 2011

Enquete

Coloque aqui em qual outra situação você daria chupeta para seu filho ou se você tem outra resposta que não se encontra na enquete.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Entendendo a mensagem da semana: a função especular da mãe


O que o bebê vê ao olhar para o rosto da mãe? Ele vê a si próprio, já que, no início, o que existe é uma pessoa só, uma unidade dual. Sabemos que a primeira relação de um bebê com o mundo é com sua mãe e é através dela e por ela que ele será capaz de enxergar o mundo criativamente ou não. Daí a importância, mesmo antes de ele nascer, da mãe estar num estado calmo, pois tudo aquilo que ela sentir será sentido pelo bebê. 

Quando a mãe olha para seu bebê, aquilo com que ela se parece relaciona-se com o que ela vê, segundo Winnicott. Então, se uma mãe, no momento em que o está alimentando, por exemplo, sente-se ansiosa, preocupada, triste etc.... é isso que seu bebê enxergará e internalizará. Ele depende das respostas faciais da mãe quando olha para o seu rosto e aquilo que ele vê fará parte de seu self em desenvolvimento. 
É lógico que temos que pensar nisso em termos de duração na linha do tempo. Se uma mãe sente-se frustrada, preocupada etc.... e esses sentimentos não cessam e continuam atravessando a relação com seu bebê, é isso que ele sentirá a respeito de si próprio ao longo do tempo. 
Por essa razão, uma mãe que, já no início da gravidez, sente-se desanimada, sem vontade de cuidar do enxoval do bebê, de si própria e das coisas que naturalmente fazia, precisa informar ao seu médico para que possa investigar a natureza desses sintomas e tratá-los o quanto antes.
Winnicott escreveu:
"Ao olhar sou visto, então existo.
 Agora tenho como olhar e ver.
 Agora olho com criatividade, e o que apercebo também percebo.
Mas é bem verdade que procuro não ver aquilo que não está lá para ser visto".
(Mirror-role of Mother, p.114)

terça-feira, 19 de abril de 2011

Resultado da enquete: por que muitos filhos, apesar da idade avançada, continuam dormindo com os pais?


Muitas questões conscientes e inconscientes estão envolvidas quando o assunto é esse, e devem ser levadas em conta se quisermos ajudar uma família ou criança que estejam passando por isso. Quanto ao resultado da enquete, duas pessoas responderam que é ansiedade da criança; três que é ansiedade dos pais; uma que é por conflitos conjugais; uma que é por medo da criança; uma por nenhuma das respostas acima.
Podemos chegar a uma conclusão de que a ansiedade, seja dos pais ou das crianças, é o pano de fundo para que uma situação dessas ocorra ou se prorrogue e, no caso de crianças, o fato de dormirem com os pais pode deflagrar uma ansiedade ou piorar a que já existe.
Se pensarmos num casal que esteja passando por conflitos conjugais, não é difícil imaginar que uma criança entre eles é uma boa "barreira" para a intimidade, para uma discussão sobre o que está acontecendo, para o reconhecimento de que algo não vai bem ou de que já não existe mais nada a se fazer etc.... Questões transgeracionais também podem estar interferindo quando o assunto é se separar fisicamente do seu filho: "meu pai não foi muito presente em minha vida e eu sempre dormi com mamãe". Ansiedade relacionada ao medo da morte, quando o bebê nasce com problemas ou quando se torna uma criança com uma saúde precária; interesse inconsciente de manter o filho como "o meu eterno bebê" para não ter que encarar o envelhecimento, a falta de objetivo ou ideal na vida etc...
Fiz referência, em primeiro lugar, à ansiedade e ao medo que povoam o universo dos pais, uma vez que não podemos falar de uma criança sem inclui-los.
Olhando para a criança e tentando entender o que se passa, podemos pensar em algumas questões: desejo inconsciente de atender as solicitações paternas; necessidade de cuidar do pai ou da mãe, principalmente quando estes são separados, ou rivalidade (inconsciente) em relação a um dos genitores.

Não podemos deixar de mencionar os medos que levam muitas crianças a pedirem, eventualmente, para dormirem com os pais. Se essa é uma situação ocasional, não é preciso investigar mais detidamente, porém é necessário tirar um tempo para conversar com seu filho e saber como vão as coisas na escola, no bairro ou em qualquer lugar que ele frequente, pois o mesmo pode estar sendo vítima de alguma coisa e não está sabendo como lidar com isso. Se a situação persistir, procure um profissional para ajudá-los.
As informações aqui não podem ser generalizadas, pois cada família é uma família, com suas peculiaridades, histórias e passado.
Aqueles que quiserem saber mais especificamente sobre isso, envie-me um email ou deixe um comentário.
Abraços.

segunda-feira, 18 de abril de 2011

Quer sair com seu filho e não ter que se deparar com pirraça ou birra fora de hora?

Eu imagino o quanto deve ser difícil para as mães que não têm com quem deixar seu filho na hora de ir às compras. O que fazer se o pequeno começar a fazer pirraça no supermercado, porque quer alguma coisa ou porque sai correndo na sua frente sumindo do seu campo de vista?
Tudo pode começar em casa, momentos antes de sair. Tire alguns minutos e sente com seu filho explicando o que espera dele. As crianças, muitas vezes, ficam confusas, sem saber o que fazer, pois não é dito a elas como devem se comportar.  Você pode começar dizendo: "nós vamos ao mercado e você precisa ficar perto da mamãe e me obedecer; você vai ajudar a mamãe a comprar tudo, então só pegue alguma coisa quando eu pedir ou me pergunte antes se pode fazer tal coisa.
Então, se você, mamãe, tem uma lista de compras para fazer e vai passar muito tempo no mercado, tente envolvê-lo, dê-lhe pequenas responsabilidades, como por exemplo, pedindo que pegue alguma coisa na prateleira, ou que escolha algumas frutas etc.... Use a criatividade nessa hora. O mais importante é se organizar antes de sair e explicar o que não pode ser feito e incentivá-lo quando estiver se comportando.
E, se, por um acaso, não se comportar, abaixe-se, fique na mesma altura que ele e lhe dê uma advertência, dizendo que se continuar a se comportar mal, ficará de castigo quando chegar em casa ( e aí mamãe você vai ter que cumprir o que falou, mesmo que, ao chegar em casa, ele já tenha se esquecido ou esteja se comportando bem).
Agora, você pode estar se perguntando: "e se o mau comportamento continuar?" Aí, infelizmente, todos irão chegar mais tarde em casa, porque você vai ter que colocá-lo em pé ou sentando em algum canto e pedir que fique ali por alguns minutos (o equivalente à idade dele), já que se comportou mau, e terá que pegá-lo a cada vez que tentar sair. Nesse momento, use um tom de voz firme para que ele saiba que não está brincando.
Nunca se esqueçam de que, ao sair do castigo, seu filho deve lhe pedir desculpas pelo que fez e você deve dizer que o desculpa.
Boas compras!!!! Se tiver alguma dúvida, deixe-a aqui para que eu possa respondê-la.

Gravidez com saúde para você, mamãe e seu bebê.

Como lidar com a notícia de uma gravidez? Para aqueles que já a esperavam e para os que não a esperavam, estar grávida é um momento singular e traz muitas dúvidas, preocupações e inquietações. Após o nascimento, acompanhar o desenvolvimento de seu bebê, se adaptando a ele, não é tarefa fácil. É uma fase cheia de perguntas, necessidade de respostas e esclarecimentos. As avós, tias, outras mães e profissionais de saúde podem ser de estimável ajuda.
Há quem pense que esta fase fica para trás depois que o bebê cresce. Não. Há sempre recaídas e retrocessos, pois a vida de um Ser Humano que está crescendo é assim. Está sempre rumo à independência, segundo Donald Winnicott.
Aqui será um lugar onde você poderá tirar suas dúvidas. A cada semana postarei dicas, conselhos, depoimentos e espero que me ajudem postando dúvidas e perguntas.